Oração da Mãe Menininha
(Dorival Caymmi)

Ai! minha mãe
minha ‘’mãe menininha’’
ai! minha ‘’mãe
menininha’’ do Gantois
- a estrela mais linda, hein?
- tá no Gantois
- a beleza do mundo, hein?
- tá no Gantois
- e a mão doçura, hein?
- tá no Gantois
- o consolo da gente, ai?
- ta no Gantois
- a oxum mais bonita, hein
- ta no gantoi
Olorum que mandou
essa filha de oxum
toma conta da gente
e de tudo cuida
Olorum que mandô-ê-ô
ora-iê-iê-ô.

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Oração da Mãe Menininha do Gantois

Maria Bethânia e Gal Costa

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Terra e Mar Músicas

Sejam Benvindos(as)

...Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará...
Coríntios 13:1-13

Pra você eu guardei
Um amor infinito
Pra você procurei
O lugar mais bonito
Pra você eu sonhei
O meu sonho de paz
Prá você me guardei demais, 
demais...

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..." Minha teoria é de que nossos erros são as únicas coisas originais que fazemos"... (Billy Joel)

O mais profundo é a pele (Paul Valéry)

Descobri que a leitura é uma forma servil de sonhar. Se tenho de sonhar, por que não sonhar meus próprios sonhos? (Fernando Pessoa)


"O homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade"
(Simone de Beauvoir)


"Partindo de uma liberdade ilimitada chega-se a um despotismo sem limites"
(Fiodor Dostoievski)


"As oportunidades do indivíduo não as definiremos em termos de felicidade, mas em termos de liberdade"
(Simone de Beauvoir)

Experiência é simplesmente o nome que os homens dão aos seus erros. (Oscar Wilde)

É absurdo dividir as pessoas em boas e más. Ou elas são interessantes ou são chatas. (Oscar Wilde)

Trate as pessoas como se elas fossem o que poderiam ser e você as ajudará a se tornarem aquilo que são capazes de ser (Goethe)

As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho (Mario Quintana)

O importante não é o que fizeram de nós, mas o que fazemos do que fizeram de nós. (Sartre)

A vida não vale nada se você não tem uma boa história para contar. (Claufe Rodrigues)

"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar para o outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se."(Gabriel Garcia Marquez)

«Para serem amigas, duas pessoas deverão ser capazes de dar felicidade uma à outra» (Johan Christoph Gottsched)

"A subtileza do pensamento consiste em descobrir a semelhança das coisas diferentes e a diferença das coisas semelhantes" (Baron de Montesquieu)

"Escrever é como fazer amor. Não te preocupes com o orgasmo, preocupa-te com o processo" (Isabel Allende)

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para frente." (Kierkegaard)

"Os nossos melhores homens são objecto de burla nesta terra de pesadelo" (Jack Kerouac)

"O silêncio do invejoso está cheio de ruídos" (Khalil Gibran)

"Todos os governos partem do pressuposto de que o escritor é um presumível herege" (Camilo Cela)

"O mais triste é que a única coisa que se pode fazer durante oito horas por dia é trabalhar" (William Faulkner)

"Tenhamos a perseverança das ondas do mar que fazem, de cada recuo, um ponto de partida para um novo avanço".
(Gabriela Mistral)

"Se o amor estimula a acreditar superando o orgulho, a fé dispõe a amar prescrevendo a submissão" (Auguste Comte)

"É muito fácil viver fazendo-se de tonto.
Se o tivesse sabido antes, ter-me-ia declarado idiota desde
a minha juventude, e poderia ser que, por esta altura,
até fosse mais inteligente. Porém, quis ter engenho
demasiado depressa, e eis-me aqui agora, feito um imbecil"
(Fiodor Dostoievski)

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão.
No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares,
em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."
(William Shakespeare)









Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1935) foi uma compositora e pianista brasileira.
Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca (Ô Abre Alas, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. No Passeio Público, há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha.

A vida de Chiquinha Gonzaga foi conturbada desde seu nascimento. Filha de uma negra com um militar, a pobre menina mestiça, não teve uma infância muito tranqüila. Rosa Maria de Lima, sua mãe, enfrentou muito preconceito quando engravidou de Francisca Edwiges. O pai, José Basileu Gonzaga, militar bem-sucedido, era filho de família abastada e sofreu uma forte pressão de seus pais, totalmente contrários ao casamento com Rosa. Chiquinha nasceu no dia 17 de outubro de 1847, bastarda. Na época do nascimento seu José Basileu estava viajando.
Mas essas barreiras não foram suficientes para separar a família. Algum tempo depois, José não só assumiu Chiquinha como sua filha legítima mas também casou-se com Rosa. Dessa relação nasceram mais três filhos.
Chiquinha sempre foi tratada com pompas. Educada para tornar-se uma sinhazinha, a moça nunca se rendeu ao estilo aristocrata do pai. Muito pelo contrário, a menina mostrou desde cedo que tinha uma personalidade determinada e inquieta. Chiquinha foi alfabetizada em casa. O responsável por sua formação escolar foi o cônego Trindade, contratado por seu pai. Paralelamente, recebia uma educação musical. O maestro Lobo dava aulas de piano para ela. A primeira vez que Chiquinha mostrou seus dotes musicais foi em 1858, durante um Natal em família.

Aos 16 anos, a jovem casou-se com Jacinto Ribeiro do Amaral, rico proprietário de terras. O presente de casamento de seu pai não podia ser outro: um piano. A partir daí, este instrumento musical assumiu uma grande importância na vida de Francisca, que preenchia todos os momentos de lazer tocando. O excesso de zelo com o piano começou a provocar ciúmes no marido. Chiquinha foi mãe, pela primeira vez, aos16 anos.
Algum tempo depois, teve mais dois filhos. Em 1865, durante a Guerra entre Brasil e Paraguai, Jacinto fretou o seu navio mercante, o São Paulo, para o transporte de soldados e armas. Com a intenção de afastar a mulher do piano ele decidiu levá-la com ele nas viagens de navio. Mas nada tiraria de Chiquinha a paixão pela música. Durante a travessia ela conseguiu um violão e não desgrudou mais dele. Isso foi a gota d’água para Jacinto. Ele deu um ultimato para Chiquinha: ou ele ou a música. Chiquinha deixou o marido e retornou para o Rio de Janeiro. Voltou para ele quando descobriu que estava grávida novamente. Após o nascimento do menino, ela decidiu abandonar Jacinto definitivamente. Quanta coragem! Essa atitude foi extremamente reprovada por sua família que decidiu que dali em diante ela estava morta.
Após a separação, envolveu-se em 1867 com o engenheiro João Batista, mas acaba por não aceitar suas aventuras extraconjugais. Separa-se e passa a viver como musicista independente, tocando piano em lojas de instrumentos musicais. Deu aulas de piano para sustentar o filho e obteve grande sucesso, tornando-se também compositora de polcas, valsas, tangos e cançonetas. Ao mesmo tempo, uniu-se a um grupo de músicos de choro, que incluía ainda o compositor Joaquim Antônio da Silva Calado, apresentando-se em festas.
Chiquinha conheceu João Batista Fernandes Lage, por quem se apaixonou. Na época, tinha 52 anos e João Batista 16, o que fez com que ela o adotasse como filho para viver esse grande amor. Suas filhas, Maria do Patrocínio e Alice Maria, entraram na justiça para provar que João não era filho legítimo, mas não levaram a causa adiante. Chiquinha morreu ao lado de João Batista, em 1935, quando começava Carnaval.
A necessidade de adaptar o som do piano ao gosto popular valeu a Chiquinha Gonzaga a glória de tornar-se a primeira compositora popular do Brasil. O sucesso começou em 1877, com a polca Atraente.
A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, resolveu lançar-se no teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta de costumes "A Corte na Roça", de 1885. Em 1911, estréia seu maior sucesso no teatro: a opereta Forrobodó, que chegou a 1500 apresentações seguidas após a estréia - até hoje o maior desempenho de uma peça deste gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição, a partitura da peça "Maria". Foi criadora da célebre partitura da opereta "A Jurity", de Viriato Correia.
Viaja pela Europa entre 1902 e 1910, tornando-se especialmente conhecida em Portugal, onde escreve músicas para diversos autores.
Chiquinha participou ainda, ativamente, da campanha abolicionista e da campanha republicana, e foi fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais.
Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições. em gêneros variados: valsas, polcas, tangos, lundus, maxixes, fados, quadrilhas, mazurcas, choros e serenatas.

Bibliografia
* DINIZ, Edinha. Chiquinha Gonzaga: uma história de vida (11a. ed.). Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2005.
http://www.experta.com.br/tariqexperta/nos/elas_ousaram20010115.html

meu Eu...beijo...

Lua Branca

Chiquinha Gonzaga

Ó! lua branca de fulgores e de encanto,
Se é verdade que ao amor tu dás abrigo
vem tirar dos olhos meus, o pranto
Ai vem matar essa paixão que anda comigo,
Ai! Por quem és, desce do céu, ó ! lua branca
Essa amargura do meu peito, ó! vem e arranca
Dá-me o luar da tua compaixão
Ó! vem, por Deus, iluminar meu coração.
E quantas vezes lá no céu me aparecias
A brilhar em noite calma e constelada,
A sua luz então me surpreendia
Ajoelhado junto aos pés da minha amada
Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo
Vinha em seus lábios me ofertar um doce beijo...
Ela partiu, me abandonou assim
Ó! lua branca, por quem és, tem dó de mim!...

 

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É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante”. (Nietzsche)

Filha do proprietário de um restaurante e hospedaria na pequena cidade alemã de Solingen, onde nasceu em 1940, Philippine Bausch, que o mundo conhece como Pina Bausch, começou a ter aulas de ballet ainda em criança. Mas não é certo que, para o que veio a ser o seu percurso artístico, esses anos em que aprendeu a dançar em pontas tenham sido mais relevantes do que as muitas horas diárias que passava, segundo depois contará, a observar os fregueses da pensão paterna. “O que faço não é uma arte nem uma ciência, é a vida”, disse um dia a bailarina e coreógrafa, quando o seu trabalho já era admirado em todo o mundo e ela própria tinha recebido todos os prémios e distinções possíveis, incluindo a Cruz da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada, que o Governo português lhe atribuiu em 1994.
Aos 15 anos, Bausch vai estudar dança na escola Folkwang, em Essen, fundada pelo coreógrafo Kurt Joos, que irá ser o seu grande mentor. Terminado o curso, segue para os Estados Unidos com uma bolsa que lhe permite prosseguir a sua formação na prestigiada Juilliard School of Music, em Nova Iorque, onde terá como professores, entre muitos outros, José Limón e Antony Tudor.
A pedido de Kurt Joos, regressa à Alemanha em 1962 para dançar como solista no grupo de dança da Folkwang que o coreógrafo acabara de criar. Nos anos seguintes será sobretudo uma bailarina, mas, em 1968, estreia-se como coreógrafa com a peça Fragment, assumindo pouco depois as funções de directora artística e coreógrafa da companhia.
Um momento decisivo da sua carreira chega em 1973, quando é convidada a dirigir a Companhia de Bailado do Teatro de Wuppertal. Foram anos cruciais, mas também difíceis. Pina Bausch chocou o público, a crítica, e até os próprios intérpretes – “muitos abandonaram-na”, lembra o coreógrafo português Paulo Ribeiro –, com peças onde os bailarinos podiam correr pelo palco, falar, gritar, ou repetir até à exaustão o mesmo movimento. Os espectadores deixavam a sala e a crítica vociferava que aquilo não era dança.
Para Paulo Ribeiro, um dos aspectos mais admiráveis da coreógrafa é a sua “determinação”, que a levou a nunca desistir da sua linguagem, mesmo quando esta foi quase unanimemente rejeitada. E essa coragem e integridade acabaram por ser recompensadas. Bausch tornou-se um dos nomes mais respeitados da dança contemporânea, e também uma artista de grande público, que enchia as salas nas muitas cidades do mundo onde apresentou os seus trabalhos.

Uma santa com patins

Pina Bausch fazia muitas digressões, mas nunca abandonou Wuppertal, uma pequena cidade não muito cativante na região mais industrializada da Alemanha. Essa sua vida rotineira, a par da extrema timidez que a caracterizava, leva Paulo Ribeiro a pensar em Fernando Pessoa. Mas, ao contrário do poeta, Bausch ainda viveu o suficiente para ver reconhecida a qualidade do seu trabalho.
Nos coreógrafos da geração de Pina Bausch, Ribeiro não vê ninguém que tenha operado uma ruptura tão forte. No entanto, se os estranhos e incómodos trabalhos de Bausch chocaram um mundo que, nos anos 70, vivia uma época de razoável optimismo, já a sua obra mais recente – produzida num tempo francamente depressivo – mostra uma coreógrafa mais suavizada, autora de peças de grande beleza e dimensão lírica. “E até mais convencionais”, sugere Paulo Ribeiro, notando que Bausch “trabalhou sempre em contraciclo”. Sabia mostrar a violência e o conflito com o mesmo rigor e intensidade com que dava a ver um gesto terno e subtil. Era sempre absoluta, mesmo quando não parecia.
Em Portugal, apresentou-se pela primeira vez em 1989, nos Encontros Acarte, com "Auf dem Gebirge hat man ein Geschrei gehört" (Ouviu-se um grito vindo dos montes). Regressou em 1994, quando Lisboa foi Capital da Cultura, com "Café Müller", "A Sagração da Primavera", "Kontakthof", "1980" e "Viktor".
Em 1998, na Expo, Mega Ferreira convidou-a a realizar uma residência artística, que acabaria por culminar com a criação de uma peça sobre Lisboa, "Masurca Fogo".
Voltou ainda várias vezes a Portugal: em 2003 trouxe "Água", em 2005 apresentou "Nelken" (Cravos) e "Ten Chi", e em 2007 levou ao Teatro Camões a peça "For the Children of Yesterday and Tomorrow". A atenção que a coreógrafa sempre dispensou ao público português foi retribuída em 2008 com a realização de um Festival Pina Bausch, co-organizado pelo Centro Cultural de Belém e pelo Teatro S. Luiz, que deu a ver "Nefés" e permitiu rever – se o verbo pode aplicar-se aos work in progress de Bausch – "Masurca Fogo" e "Café Müller".
Como todas as figuras absolutamente singulares, Pina Bausch resiste às definições. Mas Fellini, que lhe deu um papel em "O Navio", deixou-nos uma bela tentativa: “Uma monja com um gelado, uma santa com patins, um rosto de rainha no exílio, de fundadora de ordem religiosa, de juíza de um tribunal metafísico, que de repente nos pisca o olho...”

(Luís Miguel Queirós)
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389487


trecho de "Cafe Müller"
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Houve um tempo em que eu era um homem e ela, uma mulher.
Mas, nosso amor cresceu, até não existir mais nem ela nem eu;
Lembro-me apenas, vagamente, que antes éramos dois e que o amor, intrometendo-se, tornou-nos um só.

Poema Sufi da Pérsia
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beijos meu Eu...
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- Postado por: LaLi